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A descoberta de Victória

Por André Amorim

Desde muito cedo, Victória Resende, a menina curiosa e com jeito “bem jornalista” já se familiarizava com as discussões e lutas dos grupos feministas e LGBTQ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais ou transgêneros, Queer). Ela, tinha mais ou menos 14 anos quando desenvolveu o hábito de ler blogs militantes que pautavam esses assuntos. Não por indicação ou influências de alguém, mas por um desejo pessoal. “Era uma coisa que despertava curiosidade e eu ia”.

A estudante de jornalismo confessa que mesmo com bastante contato com essas discussões, ainda se via distante das pautas abordadas. Não se enxergava enquanto integrante daquele lugar e se ela reconhecia e considerava o que lia, era por conta de um amigo próximo que era gay ou porque tinha noção da quantidade de pessoas que sofriam com aquelas questões, mas ela mesma não.

As dúvidas sobre seus sentimentos começaram ainda na infância quando tinha uns 7 anos de idade, mas era algo que ela sempre buscava esquecer, negar, como parte considerável da população LGBTQ costuma fazer em seu processo de descobrimento. Justamente pela falta de informação e principalmente pela pressão social. A estudante chegava a se perguntar se também gostava de meninas. Mas era posta só a possibilidade de gostar de homem e não de mulher. Porém, ao mesmo tempo em que se questionava da existência de um meio termo e de uma posição na fronteira do que os outros ditavam ser aceitável, silenciava aquelas dúvidas e sentimentos dentro de si. “Podava isso dentro de mim, porque a meu ver era errado. Porque as pessoas a minha volta diziam que era errado”.

 

 

Foi dentro do seu primeiro relacionamento (hétero) que o reconhecimento enquanto uma pessoa bissexual chegou. A postura de aceitação do seu namorado a fez enxergar que não havia nenhum problema em ser assim. E partir desse momento as coisas deixaram de ser turvas em sua cabeça. Entre términos e reconciliações – não por conta da sua orientação sexual, Victoria começou a vivenciar a sua sexualidade também com mulheres.

 

Mas não foi um processo tão simples e rápido, como a estudante mesmo afirma “Você estar tateando a cegas. Porque é um processo que é só seu. Você pode compartilhar com pessoas que podem te ajudar ou não, mas no fim das contas você estar só”. Essa solidão, e principalmente o silenciamento das questões sobre sexualidade dentro das instâncias privadas e publicas, faz com que o Brasil ainda seja o país que mais mata e discrimina pessoas sexodiversa no mundo.

Segundo relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB), publicado em 2017, a cada 19 horas um LGBT é assassinado ou se suicida vítima da homotransfobia. Mas no caso de Victoria, felizmente a história não teve um fim trágico.

Morando com a mãe, a irmã mais nova e o padrasto, o momento de se autoafirmar bissexual, não partiu de uma iniciativa sua. Por conta das especulações de um primo sobre seu comportamento, Victoria foi questionada por sua mãe sobre sua sexualidade. Diferente das intenções do primo e do que geralmente muitos pais costumam fazer quando se deparam com essa situação, a reação da sua mãe foi bem tranquila e mesmo que não tivesse ainda acostumada com a sexualidade da filha, Ana Cristina a acolheu.

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Foto: André Amorim

Foto: André Amorim

Foto: André Amorim

A sensação de estar presa se foi no momento de sua aceitação e falar sobre sua sexualidade agora é mais fácil. Mesmo assim, Victória tem uma luta diária: a autoafirmação."Eu tinha essa necessidade de fazer esse trabalho de formiguinha, para que as pessoas, para que minha mãe... para que todo mundo entendesse. E isso vem se tornando natural, porque é um processo muito longo até as pessoas compreenderem". A  bissexualidade ainda sofre bastante preconceito na sociedade e até mesmo dentro do movimento LGBTQ. As relações são determinadas de formas binarias e o sujeito que subverte e vai de encontro a esses modelos é excluído e silenciado. ​Para a estudante é como se existisse uma nuvem cinza posta pelas outras pessoas sobre o seu amor e é preciso desde os pequenos atos colorir o dia.

O segredo de Júlio Cesar

Por Leonardo Teixeira

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Tabu para alguns, espontaneidade para outros. Descrever em palavras o que passa na mente de alguém, quando o assunto é sexualidade, não é fácil. Principalmente após passar por um processo conturbado de aceitação própria e culpa relacionado a desejo e religião. É assim que vive Júlio César [pseudônimo], estudante de arquitetura e evangélico da Congregação Cristã do Brasil.

 

Júlio Nasceu na manhã do dia 9 de junho de 1994, na Santa Casa de Misericórdia da cidade de Juazeiro, na Bahia. Era um bebê saudável e risonho de cabelos e olhos castanhos. Cresceu e mantém as mesmas características de quando era uma criança nos braços de sua mãe. Mas agora, ele tem um olhar marcante, cabelos mais escuros, marcas de expressões próximas aos olhos quando sorri, traz um ar de seriedade ao homem de 24 anos, que se dedica às suas grandes paixões: família, arquitetura e religião. Para ele, esses pilares o motivam para seguir a vida. Assim ele define suas escolhas para seu futuro colocando sempre sua família em primeiro lugar.

Seu histórico com a igreja teve início logo cedo, ainda na infância, quando sua avó materna o levava para os cultos das manhãs de domingo, onde em uma pequena sala, reunido com outras crianças, tomava lições bíblica. Acordar cedo não era muito seu forte, mas lá ele ia sempre sem pestanejar para fazer companhia à sua avó e, assim, Júlio foi crescendo dentro da igreja. O seu sobrenome tinha um certo peso, pois era conhecido por todos da congregação. Júlio César Alencar era visto como um adolescente exemplar: “o menino dos olhos” de sua família e amigos.

Em 2009 quando completou 15 anos, algo diferente aconteceu após entrar para o coral da igreja. Todos os anos havia uma apresentação natalina com a participação de membros da congregação. Foi ali, naquele momento, que algo mexeu com seus sentimentos. O garoto exemplar conheceu Samuel, um jovem de cabelos encaracolados, pele clara e bem cuidada, olhos escuros e aparelho nos dentes. Seu colega de canto tinha uma voz grossa e calma, barítono, assim como ele. Ficaram no mesmo grupo de vozes. Os limites do coleguismo foram rompidos a partir dos primeiros ensaios. Logo passaram a cultivar uma terna amizade.

Júlio se considera uma pessoa extremamente tímida e centrada em suas atitudes e suas relações, ainda mais ao rememorar àquela época - em meio à pressão do penúltimo ano do Ensino Médio, faltando poucos passos para a faculdade. Havia o espectro da indecisão, dúvida sobre qual profissão seguir. O rapaz evangélico nunca se questionara sobre sua sexualidade. Sempre se distraia com tantas outras coisas que não sobrava espaço para conhecer outras pessoas. Ele não se permitia. Com o passar do tempo, a proximidade entre Júlio e Samuel se estreitou, ao ponto de um passar a dormir na casa do outro. Foi quando, numa dessas noites, de surpresa, Samuel lhe roubou um inesperado beijo. O outro relatou "uma mistura de medo, aflição e vontade" que ele até hoje não sabe explicar. A partir dali acabaram se entregando ao momento, algo que abalou seu psicológico.

No dia seguinte, tudo parecia estranho e confuso para Júlio. Ele nunca sequer tinha beijado alguém e naquele momento só conseguia imaginar aqueles beijos e abraços quentes da noite anterior.  No caminho de casa eram várias indagações internas, num misto de um desesperado pedido de perdão a Deus. "O quê havia feito?" Era um sentimento de culpa e vergonha que ele também não sabia como explicar, apenas sentir: tinha medo. Ao chegar a casa naquele sábado nublado a sua única ação tomada foi a de entrar no seu quarto, ficar de joelhos e orar.

Ele tinha plena convicção que daquele momento em diante em sua alma estava sentenciada ao inferno. Foram dias sem ver ou falar com Samuel. Júlio estava apavorado, mas não tinha a quem recorrer, nem com quem conversar. Todos aqueles que o rodeavam abominavam qualquer tipo de relação que ia de desacordo com os pensamentos cristãos descritos na Bíblia, instrumento do seu refúgio.

Júlio passou sozinho por um momento conturbado de sua vida no qual se negava a permitir qualquer sentimento que era considerado em seu meio como pecado. Seus pais chegaram a se preocupar com seu comportamento, com sua saída do coral e a ausência das idas aos cultos dominicais. Mas tudo cessou quando ele conheceu uma garota ruiva de cabelos compridos, do mesmo colégio que o dele, em uma festa de aniversário. Ela surgiu como se fosse o avesso de todo aquele sentimento de culpa e confusão que ele havia passado semanas atrás, ou seja, uma confirmação de sua atual identificação como heterossexual.

Era como se suas preces tivessem sido atendidas e aquela moça simpática e amorosa preenchesse toda aquela sua inquietação e medo. Júlio e Samuel pararam de se falar e nunca mais se viram novamente.

No ano seguinte, Samuel se mudou com sua família para o Recife (PE). Perderam completamente qualquer contato um com outro, mas ainda existe uma vontade latente em Júlio de saber notícias do menino que mexeu com sua cabeça.

Atualmente, ele considera aquele momento como uma breve fase de sua vida, na qual ele passou e admite que sentiu uma forte atração por alguém do mesmo sexo. Algo que ele não se orgulha de ter vivido e sentido, mas não nega nem se arrepende, contudo prefere manter em segredo. Para ele era realmente necessário passar por aquela experiência para definir quem ele é hoje.

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Foto: Leonardo Teixeira

Foto: Leonardo Teixeira

As dúvidas de Luiz Gustavo

Por Thiago Santos

“Quem eu realmente sou?” Essa é uma pergunta que Luiz Gustavo (pseudônimo) se fez por muito tempo, e que até hoje, aos 22 anos, não obtém resposta. Ele sempre se achou diferente dos outros garotos. “Por gostar de meninos?”, talvez. Até então, na adolescência, não sabia. A única certeza era que algo dentro de si estava mal resolvido.

Aos 9 anos de idade uma garota se tornou a sua primeira paixão. Um afeto que, embora não tenha sido correspondido, foi duradouro. Ao longo de sua adolescência e início da vida adulta, outras paixões apareceram e relacionamentos também aconteceram. Um deles durou dois anos. Luiz Gustavo sempre se envolveu com mulheres, mas passou a perceber que começaram a surgir alguns desejos. Sensações nunca sentidas, mas que geraram dúvidas.  

Luiz Gustavo procurou não se permitir a tais vontades. Por muito tempo, procurou reprimir esses desejos. Mas foi a aproximação de uma pessoa que fez tudo mudar. “Ele começou a conversar comigo e me elogiava bastante.” Mas em sua cabeça era uma atitude de alguém que tentava engatar uma amizade. Saíram por algumas vezes, até que Luiz Gustavo percebeu que os dois estavam cada vez mais próximos. Uma afetividade que para ele não era comum entre dois amigos que se conheceram há pouco tempo.

“Eu não imaginava, e isso me assustou.” Foi então que aconteceu o primeiro beijo com alguém do mesmo sexo, aos 21 anos. Tudo veio à tona na vida de Luiz Gustavo. Aquelas dúvidas e questionamentos passaram a ter sentido. Entretanto, não da melhor forma.

“No início foi muito difícil entender tudo isso. A gente surta e se afasta das pessoas que você está se relacionando, por medo, por preconceito consigo mesmo. Foi o que fiz. Achava que tudo aquilo era errado”.

Hoje, aceitar que se sente atraído por pessoas do mesmo sexo ainda não é tão fácil. Embora tenha se permitido a primeira experiência e esteja se envolvendo com outros homens, na cabeça de Luiz Gustavo tudo ainda está mal resolvido. “Sou gay ou sou bissexual?” Para isso, ainda não há resposta.

Se permitir não foi fácil, mas aconteceu. Contar para os amigos mais próximos também não foi um processo fácil, mas aconteceu. Se assumir para a família, entretanto, paira no medo da frustração. Um mal-estar pode ser causado. De família evangélica, Luiz Gustavo distancia qualquer possibilidade de se assumir para a sociedade.

Diante de tudo isso, a única certeza que há, é que Luiz Gustavo sabe que tudo isso faz parte do processo de construção de sua identidade. Aos poucos, ele vai não somente conhecendo e entendendo que essas relações são normais, mas também aceitando seus desejos e vontades. O acompanhamento psicológico está ajudando a entender que nada disso é errado. Que tudo isso é normal. Ele está aprendendo a responder a pergunta que por muito tempo, na adolescência e juventude se fez: “Quem eu realmente sou?”

foto: Thiago Santos

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O ENFRENTAMENTO DE CYBELE

Por Mayane Santos 

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foto: André Amorim

A LGBTfobia violenta de diversas maneiras. As violências física, moral e verbal acompanham outra dor que grande parte dessa população vivencia: a não-aceitação familiar. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Data Popular, em 2013, 37% dos brasileiros não aceitariam um filho homossexual. Números que aumentam quando incluímos também a rejeição a transexuais, travestis, bissexuais, além de outras identidades de gênero e sexualidade. Em contraponto a isso e com o intuito de “tirar as famílias do armário”, é que Cybele Granja, moradora de Juazeiro-BA, milita em coletivos pela diversidade e desenvolve trabalhos de apoio a pessoas em situação de vulnerabilidade.

Há quatro anos atuando em grupos (fez parte do coletivo Mães pela Diversidade e em seguida migrou para o atual Famílias pela Diversidade), Cybele afirma que o seu aprendizado dentro desse universo é constante e gradual. Ela não se identifica como lésbica, bissexual e nenhuma outra nomenclatura que integre essa sigla. Diz até que está aprendendo aos poucos o que significa cada um desses termos. A escolha em lutar contra a violência à LGBTs, veio do amor pelo filho Pedro, que é gay. “O que me levou, mais ainda, a entrar na militância foi o medo de perdê-lo”, afirma.

A camisa com o nome do coletivo em letras grandes e um enorme coração estampados está sempre à disposição para os momentos em que precisa ser usada. Os trabalhos de apoio acontecem sem aviso prévio, muitas vezes são de surpresa. Seja o socorro a alguém que foi agredido ou acolhimento a quem foi expulso de casa. Sem questionamentos ou hesitações, Cybele não vê problema em abrigar essas pessoas em sua própria residência, se necessário.

Ela é uma das 40 pessoas que atuam no núcleo juazeirense do coletivo em que faz parte atualmente. Nascido na Bahia em 2016, o grupo Famílias pela Diversidade foi lançado em Juazeiro em maio de 2018. Além das atividades desenvolvidas com os demais integrantes, ela ressalta que os “trabalhos de formiguinha” são essenciais nessa luta. Enfrentar comentários preconceituosos, questionar piadas LGBTfóbicas e afrontar discursos familiares, são algumas das estratégias que devem ser postas em prática diariamente. O que, segundo Pedro, é uma atitude de se reafirmar todos os dias.

Apesar de hoje não só aceitar a sexualidade do filho como também lutar junto com ele na militância LGBT, Cybele relata que nem sempre tratou a questão com tranquilidade. Quando Pedro assumiu a homossexualidade para a família, aos 15 anos, a reação da mãe foi, de pronto, negativa. Sentimento que persistiu durante um tempo. ”No início foi difícil, nós dois adoecemos. Eu cheguei a ter um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e ele problemas graves de saúde por conta desse processo, pelo fato de eu não aceitar”. A mudança de pensamento ocorreu quando ela passou a ter consciência dos riscos que o filho corria por ser gay. “Certo dia, cheguei até a minha rua e estava escrito na parede ao lado da minha casa ‘veado tem que morrer’. A partir de então, eu me dei conta de que precisava fazer algo contra isso”, relata.

O caso de Cybele não é único e se configura enquanto uma realidade muito presente. Em geral, a aceitação (quando ocorre) é lenta, não costuma ser imediata e acontece depois de situações sérias de exclusão e agressões. Entretanto, a esperança de mudança ainda permanece. Com isso, a educação, nesse processo, é essencial para a desconstrução e enfrentamento a todo tipo de violência. Entre os trabalhos de formiguinha, o peito aberto para acolher e compreender, a construção coletiva e o confronto firme contra agressores, histórias como a de Cybele e Pedro nos lembram que os armários não se quebram sozinhos.

O amor de Dannyely

Por Renilson da Silva 

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foto: arquivo pessoal

“Meus filhos são metade de tudo que tenho e sou. Eles fizeram de mim uma pessoa melhor e mais forte. Eles me ensinam sobre escolhas e o amor todos os dias. São, simplesmente, os amores da minha vida.” Esse é o relato de Dannyely Andréia Silva, estudante de Educação Física, mãe de João Guilherme Silva de 9 anos e Sophia Silva de 6 anos.

 

Aos 31 anos Dannyely ou Danny, como é chamada pelos amigos é casada com Taísa Guimarães. Já teve muitos relacionamentos heteronormativos. Na adolescência, por morar na periferia e a homossexualidade ser camuflada pela população da época, não existiam discussões acerca do tema. Ela não conseguia pensar na possibilidade de se relacionar com meninas. “Na adolescência eu não tive oportunidade de me descobrir. Ser hétero era a única opção possível. Eu cresci na periferia, não tive contato com pessoas homossexuais durante a infância e adolescência, nem na família, nem na escola e nem na comunidade, a heteronormatividade era o único padrão possível. Somente em 2015 após entrar para a militância eu percebi o quão natural é gostar do mesmo sexo, e mais, descobri que era possível gostar dos 2 sexos”.

Após virar militante, Danny viu que era normal gostar de uma pessoa do mesmo sexo, ou até dos dois, o que é denominado bissexualidade. Em 2017 ela se relacionou pela primeira vez com meninas e a partir de 2018, começou o relacionamento com Taísa, com quem divide o mesmo lar. Danny tem dois filhos de outro relacionamento e afirma que as crianças já sofreram preconceito, mediante a sexualidade dela. Em uma publicação no Facebook, indignada, a estudante de educação física conta como a filha foi vítima de preconceito na escola. 

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foto: print do post de Dannyely em rede social

Dany afirma que conversou com a avó da menina que agrediu verbalmente sua filha. A resposta foi surpreendente: “Eu nunca vi minha neta falar essas coisas. Ela não entende nada, não”. Mas Danny conta que quando passava na rua com os filhos e a esposa, era observada pela avó da criança agressora que ficava comentando com outras pessoas e, claro, a neta acabou escutando e reproduzindo.

 

Apesar dos filhos serem bem abertos e entenderem a sexualidade da mãe, quando a agressão aconteceu na escola, a menina de apenas 6 anos ficou travada e sem reação, “Meus filhos foram dos primeiros a saber e eles reagiram com naturalidade pois foram criados para respeitar todas as formas de amor, mesmo quando eu ainda não havia me descoberto eles já sabiam que cada um ama quem quiser”.

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foto: arquivo pessoal 

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