
O peso e a leveza de ser
Por Leonardo Teixeira
“Mas você vai vestido assim?”, “Essa roupa é de menino”. “Está parecendo um veado”. “Homem não usa saia”... Estes são alguns comentários dentre os outros que o público LGBTQ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais ou transgêneros, Queer) se cansa de escutar, quando tenta de alguma forma expressar sua identidade através de elementos que compõem sua vestimenta e vão ao desencontro da habitual norma da sociedade. Somos ensinados a seguir um padrão ditado pela sociedade. O azul é de menino e o rosa é de menina; a boneca é para a menina e o boneco é para o menino. Estas imposições sociais são sempre reforçadas, porem contestadas por grupos e pessoas que se identificam com outros modos de vida.
A afinidade com alguma cor ou elemento tido como do sexo oposto, não determina personalidade ou sexualidade de uma pessoa. Cada um é livre pra usar aquilo que se sentir à vontade. É o que vemos na reportagem a seguir em entrevista com a psicóloga Sâmara Paes e histórias reais de pessoas LGBTQs que passaram por um processo de aceitação pessoal e social através das roupas e expressão corporal: ser quem realmente é.